• Danielle Lins

Viver a prática do servir

Atualizado: Jan 30

Além de ser apaixonada por livros e buscar servir o próximo, Lourdes escreve versos de cordel. Crédito: Diêgo Albuquerque Fotografia

“Ai se eu pudesse toda noite, todo dia, com aqueles que padecem repartir minha alegria”. Essa frase adaptada de São Francisco de Assis rege a vida da funcionária pública federal aposentada, Maria de Lourdes Martins, de 72 anos, dotada de fé e de uma caridade ímpar. “Sempre tive a mente aberta para entender a necessidade do outro, se não pensar que o amanhã não nos interessa, que dele não levo nada, então para quê tumultuar tanta coisa na minha vida? Estou sempre fazendo uma faxina na minha mente, do que faço de errado e no meu armário para aqueles que precisam”, diz.

Nascida na Vila de Pirituba, em Vitória de Santo Antão, Lourdes sempre foi uma mulher feliz e realizada. Estudou no Colégio Municipal 3 de Agosto, onde concluiu o magistério, e cursou Estudos Sociais na FAINTIVISA. “Fiz o curso em 99, passei e vim estudar em Vitória com a minha irmã Lucia, meu pai alugou uma casinha, a gente passava a semana aqui estudando. No primeiro ano da faculdade passei no projeto Rondom para trabalhar no atendimento ao público do Instituto da Previdência Social (INPS), onde fiquei quatro anos”, relembra.


Sempre com a meta de servir ao próximo, Lourdes foi diretora do Pronto de Atendimento Médico – PAM (Vitória), ligado ao INPS, onde só plantou amor durante 20 anos. “Em 1999, o Secretário de Saúde me convocou para ser diretora do PAM. A princípio não queria porque assumir uma direção não é fácil, mas depois aceitei. Quando ele anunciou aos meus colegas que eu seria a nova diretora fui aplaudida de pé. Fiquei dois anos porque era um cargo de confiança”, conta feliz.


Mais tarde ingressou na equipe do Hospital João Murilo de Oliveira onde desempenhou um excelente trabalho de atendimento. “O João Murilo precisou de funcionário, decidi ir e fui muito bem recebida pela diretora de lá. Fiquei no meio dos médicos amigos, onde eu pude servir ao meu povo pobre. Quando chegou a época me aposentei, mas se pudesse voltar a idade eu ainda estaria lá”, explica.


Católica fervorosa, o servir e o trabalhar são bases fundamentais na vida de Lourdes. Viúva há nove anos, ela leva uma vida tranquila, ajudando a sobrinha no estúdio de pilates. “Hoje estou servindo à minha Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida, na Bela Vista, onde eu me realizo muito. Faço parte de três pastorais: pastoral do dízimo, da saúde e da oração, o apostolado da oração, no qual integro a diretoria. É uma área muito boa de trabalhar porque tem carência e a pobreza bate cada vez na porta”, enfatiza.


Lourdes Martins é uma mulher dinâmica, de bem com a vida que aprendeu a lidar com qualquer tipo de problema. Sempre muito estudiosa, gosta de escrever e de ler, costuma fazer versos de cordel e já foi membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ofícios. “Tenho tanta coisa escrita, mas está tudo guardado. Através da leitura aprendi muito, acho que o melhor amigo da gente é o livro. Para estudar não tem idade e para amar também porque a ideia está na cabeça”, ressalta.


Aposentada há dois anos, com um filho e um netinho, Lourdes espera ver o crescimento do neto. “Meu plano é continuar a minha vida, ver meu neto crescer, poder ajudar ele e o meu filho. Tudo meu é Deus na frente e sempre será porque com Ele a gente enfrenta tudo. Mulheres! Leiam a bíblia! Sejam mulheres de oração. Confiem em Jesus, vão em frente, perdoem e tudo alcançarão. É como diz o Papa Francisco: “Fale muito de Deus, fale pouco de você e nada dos outros””, conclui.


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