• Danielle Lins

Descubra como empreender no jornalismo pode ser uma alternativa de sucesso

Atualizado: Jan 30

Foto: Arquivo AC



Estudar jornalismo abre um leque de possibilidades e carreiras para o estudante, mas apenas concluir o curso não é mais garantia de que a porta do mercado de trabalho estará aberta, ainda mais se olharmos para a crise econômica que assombra o país e as dificuldades enfrentadas pelas mídias tradicionais. De acordo com o site “A Conta dos Passaralhos”, que traz um panorama sobre demissões de jornalistas nas redações do Brasil desde 2012 com dados atualizados em agosto de 2018, foram 2.327 demissões de jornalistas em redações desde 2012 e 7.817 demissões totais em empresas de mídia.


Os números são alarmantes! Daí, muitos estudantes perguntam: O que vou fazer depois da faculdade? Outros caem de paraquedas para atuar no mercado, porque a verdade seja dita: o universitário está tão focado em farejar pautas, se tornar o mais novo Clark Kent (brinks), trabalhar em uma grande redação ou emissora de TV ou rádio, ganhar prêmios na área, que não se dá conta da possibilidade de empreender. Isso mesmo que você leu: EM-PRE-EN-DER.


Neste artigo, você vai despertar para o oceano de possibilidades que existe para quem é da área de comunicação, e conferir as dicas de como aliar o conhecimento do curso ao seu favor.


Das mídias tradicionais ao ambiente virtual


A comunicação está presente na construção da história do ser humano facilitando e estreitando os laços nas relações humanas. É claro que, ao longo dos anos, o ato de se comunicar mudou e evoluiu devido às recentes mudanças profundas na sociedade, como consequência a explosão do ambiente online, das ferramentas e plataformas digitais, que trouxeram a oportunidade de estabelecer a comunicação entre milhares de pessoas ao mesmo tempo.


O atual cenário digital é acompanhado de um mundo de oportunidades para quem é da área de comunicação e está atento e receptivo ao novo, permitindo que o jornalista construa uma carreira virtualmente e com credibilidade.


Na faculdade não há uma formação empreendedora, a gente pode até ter visto algum assunto relacionado ao tema, mas as características empreendedoras não são destacadas nos cursos de Comunicação, não estimula o estudante a ter o próprio negócio, o que se cogita é a possibilidade de criar uma assessoria de imprensa como se fosse “brincar” de enviar release (um assunto para outro artigo).


Mas não é por isso que você precisa sair da área, abandonar sua carreira tão querida para poder empreender, pelo contrário, graças aos conhecimentos adquiridos na graduação, até porque o curso é rico em conteúdo e temos muitas opções de áreas de atuação, você pode e deve usá-los somados às suas habilidades e pontes fortes associando a esse universo digital, tornando-se um profissional de comunicação na internet.


Afinal de contas, o que é empreender mesmo?


Muitos ainda associam o termo empreendedorismo em apenas abrir o próprio negócio, vender e ganhar muito dinheiro, o que também faz sentindo, mas proponho uma leitura profunda do assunto, o que acha? O ato de empreender está atrelado também em assumir responsabilidades, ao trabalho duro, requer sacrifícios e renúncias, receber críticas, muitas vezes rejeição, cometer muitas falhas, ter medo, mas ir assim mesmo, sair do campo das ideias (já diria Platão) e, finalmente, partir para ação e alcançar o resultado desejado. Segundo o autor Louis Jacques Filion: “um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.


No Brasil, mesmo diante das poucas e isoladas iniciativas, há uma crescente lista de pessoas empreendendo, o que podemos considerar que empreender tornou-se um estilo de vida para quem deseja promover a mudança através de ideias inovadoras, não faz mais sentido relacionar o termo e suas práticas com apenas encontrar a melhor e tão sonhada oportunidade de trabalho, porque empreender é praticar disciplina e persistência, características também utilizadas no dia a dia, na vida pessoal, não necessariamente apenas, na área profissional.


Segundo, a quarta edição da pesquisa “Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras”, realizada em 2016 pela Endeavor e o Sebrae, foram “2.230 alunos e 680 professores pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior de todas as regiões do país, 5,7% dos alunos já empreendem, 21% pensam em empreender no futuro e 73,3% não têm a intenção de abrir um negócio”.


É lamentável ler que a maior parte dos estudantes entrevistados nem se quer tem a intenção, mas para mudar essa realidade é preciso incentivar o empreendedorismo nas universidades, motivar e preparar os jovens universitários a ter uma empresa ou startup após a formação e saber como administrá-la.


Empreendedorismo em comunicação é promissor


Esse tópico trata das vantagens de ser jornalista e como utilizá-las para empreender na comunicação e obter sucesso. Sabemos que muitos profissionais precisaram se adequar ao modelo trabalhista para poder ingressar em uma determinada empresa, se dedicando, arduamente, a ela ao concluir a faculdade.


Outros optaram pelo trabalho freelancer, criando projetos para diferentes empresas, atuando como profissional autônomo que busca e atende clientes de forma independente. Ok?


Mas ambos se tornaram profissionais multimídias que aprenderam no curso habilidades técnicas como captação e edição audiovisual, produção de conteúdo especificamente a escrita para web, fotografia, mídias digitais, design de sites, criação de materiais editoriais. Conhecimentos valiosos para empreender como consultor de redes sociais digitais, produtor de conteúdos digitais e tantos outros...


Se você já tem um emprego, comece com a dupla jornada. Teste primeiro a sua ideia de negócio antes de se dedicar em tempo integral.


Bora pra prática porque teoria todo mundo faz!


1. Home Office - Comece pequeno. É como se diz: “pés nos chãos e cabeça nas nuvens”.


2. Portfólio – Ainda não tem? Construa um portfólio online e lembre-se: quem não é visto não é lembrado.


3. Blog – Escreve e escreve bem? Faça o seu blog! A internet já disponibiliza plataformas com layouts gratuitos, a partir dele você constrói autoridade nos temas que abordar.


4. Mídias sociais – Assim como o portfólio, vale a pena mostrar o seu trabalho nas redes sociais digitais.


5. Eventos – Costuma ir à palestras, workshops, capacitação? E o que você faz com todo o conteúdo adquirido nesses ambientes? Divulgue no seu blog e nas redes sociais digitais, ora!


7. YouTube - Curte o formato em vídeo e se expressa bem em frente às câmeras? Então pensa em assuntos que você consegue falar, explicar com propriedade, que podem e devem estar relacionados com o seu blog, cria roteiros e começa... Gravando!


8. Storytelling – Estamos na era da informação, por que não transformá-la em histórias relevantes e interessantes para o público-alvo/personas?


9. Marketing digital - Conheça as ferramentas e preste esse tipo de serviço, depois você pode pensar em contratar alguém para te ajudar.


10. Marketing de Conteúdo – Uma estratégia do MKT digital que possibilita criar conteúdos personalizados e relevantes para o cliente e gerar mais negócios.


11. Copywriter – com habilidades na escrita e já por dentro das estratégias do MKT digital, que tal escrever com foco na conversão de clientes?


12. Atualizar - Aprimorar seus conhecimentos nunca é de mais. As dificuldades existem, principalmente se tratando de gestão e empreendedorismo. Capacite-se, busque cursos extras voltados à ferramentas digitais, liderança, gestão etc.


O ideal seria inserir o empreendedorismo na formação acadêmica dos profissionais de comunicação, destacando-se como uma habilidade, pois empreender é um desafio, e sendo no ambiente digital requer profissionais aptos, ávidos por conhecimentos em plataformas e ferramentas digitais, que buscam entender as atuais necessidades do público e como melhor atendê-lo.


Agora cabe a você construir sua carreira no meio digital. Partiu ação?


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