• Danielle Lins

Protagonista na área cultural

Atualizado: Jan 30

É com essa energia que Herika desenvolve seus projetos da Lei de Patrocínio no município. Crédito: Diêgo Albuquerque Fotografia

Sabe aquele sonho que torcemos para ser realizado e dentro de nós sabemos que vamos conseguir? Herika de Araújo Silva tinha certeza disso. Aos 40 anos, é contadora, produtora cultural, atriz e estudante de Pedagogia da Universidade Federal. “Eu estava na área de contábeis e depois fui parar na área cultural, hoje uso o conhecimento que adquiri na contabilidade na cultura onde me adaptei muito bem”, revela.


Ela recorda que iniciou no meio cultural quando era criança através de trabalho voluntário pela influência dos pais. “Lá em casa tinha época em que eu mesma fazia os eventos das crianças, inventava rifas, vendia bombons para arrecadar dinheiro”. Mais de 15 anos atrás foi coordenadora do curso de libras para funcionários do comércio e da prefeitura, totalizando mais de 200 pessoas formadas em libras. Depois em 2005, criou a Boneca Vitória para divulgar a cidade, uma boneca de pano feita pelas artesãs de Vitória de Santo Antão. O projeto deu tão certo que ela foi convidada a ser membro do Instituto Histórico da cidade.


Em seguida, foi trabalhar na Secretaria de Cultura como coordenadora de Cultura do município onde teve a oportunidade de conhecer muitas pessoas da área artística. “Lá foi um leque para minha carreira porque tinha contato com o pessoal de música, de teatro, de dança e fui fazendo projetos com eles”. O trabalho na Secretaria rendeu frutos, Herika conseguiu implementar políticas públicas culturais, institucionalizar a Secretaria de Cultura no intuito de efetuar ações para fortalecer os agentes culturais da cidade. “Implementamos o Conselho de Cultura que não tinha, fui a primeira presidente desse Conselho, fizemos também o primeiro Plano de Cultura que está em vigência até hoje”, explica.


Herika entrou no universo de contábeis depois da morte do pai, José Gomes da Silva, contador muito conhecido que trabalhava na Pitú. “A sócia do meu pai me chamou para dar sequência ao trabalho dele no escritório, na época tive que abandonar o curso de psicologia. Aí fui fazer contábeis, me formei e trabalhei 12 anos na área que era a principal fonte de renda da minha família”. Ela tinha certeza que contabilidade era algo passageiro, por um tempo tentou conciliar as duas áreas, mas teve um momento que precisou optar.


No ramo cultural ela buscou se especializar na área de projetos culturais e gestão, estudou, participou de cursos de aperfeiçoamento e viajou para poder se profissionalizar. “Foi surpresa para mim que na área de projetos culturais, principalmente em gestão eu iria me identificar mais com planilhas, porque eu vinha de Ciências Contábeis, a parte que os agentes culturais têm mais dificuldades. Essas duas habilidades terminou casando tão bem”, conta empolgada.


A vida de Herika é respirar produção cultural, para ela não tem feriado, mesmo com a mudança de gestão, ela continua trabalhando na prefeitura só que nos projetos da Lei de Patrocínio. Usa parte do tempo para prestar serviço a diversas instituições como o Instituto Histórico e artistas locais. “Eu tenho o sentimento de protagonizar na sociedade, me identifiquei muito com a área cultural artística. Quando fiquei maior quis protagonizar projetos nesse ramo porque acredito o quanto a cultura pode mudar a vida de uma pessoa como cidadão”. Mas para que essa transformação aconteça ela sugere a estabilidade cultural no Brasil. “Espero que a minha profissão seja consolidada como um emprego, algo que possa garantir o nosso sustento porque é muito incerto, não existe cargo de produtor cultural nas prefeituras nem cursos superiores”, relata.


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