• Danielle Lins

O cuidado e o olhar para com o próximo

Atualizado: Jan 30

Ela aprendeu a ter mais equilíbrio e organização na vida quando descobriu a doença da filha. Crédito: Diêgo Albuquerque Fotografia

Gostar de agir e fazer acontecer é uma prática diária na vida da psicóloga Jacqueline Alves Marinho, de 34 anos. Ela que atua na Psicologia há 10 anos, fez especializações para atender todas as faixas etárias, a Psicanálise é a área que mais se identifica. “Eu sempre tive vontade de fazer Psicologia desde o Ensino Médio. Todo dia na faculdade era uma descoberta nova, todo dia eu me sentia mais apaixonada pelo curso, quando vi terminou. Como meu alvo era clínica, fiz minhas especializações para atender crianças, adolescentes, adultos e idosos”, detalha.


Casada e com uma filha de seis anos, Jacqueline que também tem curso técnico em Recursos Humanos para atuar em empresas, seleção e recrutamento, divide o tempo de trabalho entre as cidades de Vitória de Santo Antão e Glória do Goitá. “Em Vitória trabalho no consultório com atendimento individual, faço palestras nas escolas, nas igrejas e dou assistência a uma escola privada. Já em Glória do Goitá, atendo a população beneficiária da instituição Sociedade Beneficente Mista 21 de Abril, e presto serviço para escola que a associação mantém”, relata.


Jacqueline conta que correria mesmo é às sextas-feiras, pois ela e a família fazem parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde tem o costume de guardar o sábado para atividades voluntárias que beneficiem o próximo. “Na sexta eu só trabalho até o meio-dia, a tarde é um corre-corre porque tenho que organizar tudo até o pôr do sol. Sou voluntária na igreja e professora das crianças. Na verdade, no sábado a gente se une para fazer algo em prol da comunidade, cuidar de quem precisa”, especifica.


Independente e calma, Jackeline acredita que tudo na vida tem que ter equilíbrio, mas para existir equilíbrio é preciso ter organização. “Gosto de fazer, seja no que for, no trabalho, em casa, não gosto de ver as coisas paradas precisando ser feitas, gosto de agir, de fazer a diferença, do corre-corre, por mais que seja cansativo é algo que me realiza. Na minha família e na família do meu marido eu que resolvo tudo”, conta.


Atualmente a prioridade dessa psicóloga é a família, principalmente depois que engravidou e descobriu que a filha é portadora da doença celíaca. “Precisei dar uma desacelerada depois que a minha filha, aos três meses, apresentou os sintomas e não sabíamos o que era. Ela tem problema de alimentação, não pode comer nada com glúten. Tive que me adaptar e preparar comida especifica para ela. Hoje ela me ajuda, sabe o que não pode comer e como lidar com essas limitações”, explica.


Mulher, psicóloga, esposa, mãe e com tantas outras funções para administrar, Jackeline orienta outras mulheres a não abrir mão de si, não desistir dos sonhos, mas viver conciliando os horários. “Eu vejo muitas mulheres hoje que são frustradas por não terem feito algo porque casou ou teve filho. Costumo dizer muito isso: Deus diz que a gente tem que amar o próximo como a si mesmo, mas se eu não me amo eu não posso amar o outro, se eu não me cuido eu não posso cuidar do outro. Se eu quero trabalhar, estudar ou construir uma família tenho que saber conciliar os três lembrando que em algum momento ou outro vou ter que dar prioridade a algum”, salienta.


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