• Danielle Lins

A arte de educar valorizando o outro

Atualizado: Jan 30

A professora Sandra busca ensinar em sala de aula questões de valores humanos para contribuir com o desenvolvimento humanístico dos alunos. Crédito: Diêgo Albuquerque Fotografia

Ser agente socializador preocupado em elaborar técnicas que permitam oferecer conhecimento e, acima de tudo, o desenvolvimento humanístico do indivíduo é uma das características primordiais da educadora Sandra Gouveia Costa, de 47 anos. “Eu nunca vi o professor como o detentor do saber. O professor para mim é socializador, ele troca ideias, interage com os alunos, adquire conhecimento e através das técnicas de desenvolvimento humanístico ele consegue fazer com que o aluno aprenda”, explica.


Natural de Belo Jardim, Sandra detalha o extenso currículo e a experiência na formação e humanização de pessoas. “Eu trabalho com Educação já faz muito tempo, desde os 20 anos de idade quando me formei no curso de Letras em Belo Jardim, depois eu fiz especialização em Língua Portuguesa aqui na FAINTVISA, tenho também especialização em Linguística, Psicologia e em Psicanálise, além do mestrado. Ministro aula de Português, Inglês Instrumental, Empreendedorismo e Comportamento no Centro de Ensino Grau Técnico em Vitória. Sou diretora da Agência de Encaminhamentos Profissional, professora de cursos EaD pelo SENAR em Bezerros, Petrolina e Parnamirim, sou sócia da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, e ainda dou treinamentos.”, detalha.


Antes de chegar à cidade de Vitória de Santo Antão, Sandra passou 17 anos em Primavera, onde desenvolveu alguns projetos que a possibilitou conhecer 90% da população. “Depois que me mudei para Primavera fui ser professora, ensinava Inglês e Português, com seis meses estava na coordenação pedagógica, depois fui Secretária Adjunta de Educação, Secretária de Desenvolvimento Econômico, Secretária de Ação Social e primeira-dama de Primavera”, conta.


Com o fim do casamento, Sandra resolveu desbravar Vitória de Santo Antão com as três filhas, há 15 anos. “As minhas filhas moram comigo, eu sou a verdadeira ‘pãe’. Quando o casamento se desfez não tinha mais sentido ficar numa cidade do interior de dois mil habitantes, eu precisava de uma cidade grande, e aí vim para Vitória, me identifiquei muito com a cidade, comecei sozinha aqui sem conhecer ninguém. Quando cheguei quis conhecer os pontos históricos porque tudo para mim é uma viagem, tem que ter cultura e raiz”, fala.


De uma família de 12 filhos, Sandra é uma mulher proativa, dinâmica, determinada e otimista, que não espera sentada, costuma vestir a camisa e executar com excelência as atividades que assume. “Os meus alunos têm em mim como uma mãezona, conheço os pais, os avós do aluno, conheço a vida dele. O meu papel dentro da minha família é como se eu fosse a mais velha, dou conselho, oriento, se eu disser uma coisa está dito, ninguém questiona, festas de família sou eu quem organiza tudo, sou de apaziguar e mediadora de conflitos”, define-se.


Sandra, que almeja fazer dois doutorados um em Comportamentos Humanos e o outro em Identidade Racial, no dia a dia convive com 90% dos alunos da faixa dos 18 a 25 anos, apenas 10% são pessoas mais velhas. “Os meus maiores desafios é justamente lidar com o comportamento humano porque é muito complexo, principalmente quando envolve mentira, falsidade e interesses financeiros. Para entender o aluno tem que ir ao universo dele. Não é apenas chegar e ministrar uma aula ou ordenar, pelo contrário, preciso estar totalmente envolvida com ele”, afirma.


Cristã da Igreja Episcopal Carismática, Sandra preza por valorizar humanamente o outro e acredita que todas as pessoas têm uma missão. “A melhor coisa do mundo é quando você descobre qual é sua missão, a minha é justamente ajudar pessoas e valorizar de verdade os seres humanos, independentemente da condição financeira ou do nível acadêmico, valorizar o ser humano como uma peça chave para as minhas relações de vida, seja profissional ou pessoal. Sempre fui muito observadora do comportamento humano para entender justamente o outro, a vida é intensa, as pessoas são diferentes e são os instrumentos mais difíceis de lidar. Eu digo em sala de aula: é ser gente, sabendo lidar com gente e reconhecendo aquele como gente”, enfatiza.


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